quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Mundo velho, mundo novo

É hora de pensarmos nisso, pois, professores não são apenas responsáveis por passar conteúdos, mas também, por formar cidadãos críticos:

Ao ligar a TV, ao ler um jornal, ao entrar em redes sociais fica clara a visão de um mundo que critica certos valores, mas, que tem esses valores espalhados por grande parte dele.
Tanto se julga nações e principalmente crenças que não permitem que mulheres estudem, contudo, o Brasil que se diz uma pátria livre, preocupada com seus cidadãos tem na política gestores públicos que tendem a defender uma desigualdade de gênero e atacar a ciência para defender apenas a verdade religiosa.
Tudo isso apenas se remete ao que pensam países árabes e como agem dentro de sua cultura tão criticada pelo mundo inteiro.
Enquanto uma menina árabe tenta fugir de seu país para tentar estudar e ser livre como mulher, enquanto Malala ganhou o Prêmio Nobel da Paz por lutar pelos mesmos direitos da população feminina, no Brasil gestores públicos causam polêmicas defendendo um sexismo que impõe cores a meninos e meninas, que defende a religião acima da ciência.
O século XXI com tantos direitos garantidos por lei, e principalmente, tanto respeito à igualdade de gênero à diversidade parece muitas vezes que não chegou ao Brasil, onde milhares de mulheres são violentadas por dia certamente por conta de pensamentos machistas e que agora transbordam nas notícias pela fala de políticos que, na verdade, deveriam espelhar a liberdade e a diversidade de um Estado laico.
Talvez seja o momento oportuno de se pensar se realmente houve avanços de direitos da Idade Clássica ou Média até os dias atuais.

(Karin F)

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