quarta-feira, 16 de março de 2016

E hoje...

Fiquei de 2001 a 2005 fazendo substituições até que, finalmente houve um concurso, e em 2006 me efetivei. Fui trabalhar em uma cidade na grande São Paulo, a 100 Km de minha cidade no interior. Ia na Segunda à tarde e voltava na Sexta na hora do almoço. Morava em uma pensão, almoçava em restaurantes, praticamente pagava para trabalhar, porém, agora tinha um cargo, algo fixo. Nessa época descobri minhas varizes e uma gastrite, além de ter pego uma sinusite forte e não podido ir trabalhar numa semana por causa dos ataques do CPP em São Paulo.
No ano seguinte consegui minha remoção (transferência) e entrei no mestrado na USP. A escola para qual vim havia um trio gestor muito duro e injusto que privilegiava só a quem queriam e para os outros sobrava apenas o assédio moral. Foi difícil levar isso com um mestrado muito puxado  junto, contudo apesar de adoecer, no final de 2009 terminei o mestrado e no início de 2010 esse trio gestor começava a mudar. Alívio.
Hoje paro, olho para trás e vejo que 16 anos já se passaram, mais uma década e terei tempo para me aposentar e não vejo um futuro promissor para a educação no Brasil, infelizmente.
Muitos querem nos comparar a países como a Finlândia, mas se esquecem que lá não há os problemas sociais que há aqui e que os dois países tem histórias bem diferentes.
O que falta no Brasil é, justamente, políticas sociais melhores, um Assistente Social na escolas para auxiliar nessa parte, famílias que planejem ter filhos e não apenas tenham por ter, uma consciência da importância do estudo para o futuro dos jovens, professores melhor formados, pois, achei quatro anos de Licenciatura muito pouco, o que se dirá de três que é o que a maioria das faculdades oferece?
É também é preciso que se entenda que educação vem de casa e que na escola se ensina a educação formal para a continuação dos estudos e o mercado de trabalho.
O professor da escola pública hoje está abandonado, simplesmente fecha-se a porta da sala de aula e ele que se vire lá dentro tendo que ser pai, mãe, médico, psicólogo, conselheiro e não tendo nenhum apoio. Parece que apenas o burocrático é o que importa, a papelada como se isso fosse tão importante...

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