quarta-feira, 30 de março de 2016

Oficinas de Língua Portuguesa: Conceitos aplicados

Oficinas de Língua Portuguesa: Conceitos aplicados: Ensinar a gramática pura sem que ela tem relação com o funcionamento da língua leva o aluno a entender menos ainda o porquê de ele ter que a...

quarta-feira, 16 de março de 2016

E hoje...

Fiquei de 2001 a 2005 fazendo substituições até que, finalmente houve um concurso, e em 2006 me efetivei. Fui trabalhar em uma cidade na grande São Paulo, a 100 Km de minha cidade no interior. Ia na Segunda à tarde e voltava na Sexta na hora do almoço. Morava em uma pensão, almoçava em restaurantes, praticamente pagava para trabalhar, porém, agora tinha um cargo, algo fixo. Nessa época descobri minhas varizes e uma gastrite, além de ter pego uma sinusite forte e não podido ir trabalhar numa semana por causa dos ataques do CPP em São Paulo.
No ano seguinte consegui minha remoção (transferência) e entrei no mestrado na USP. A escola para qual vim havia um trio gestor muito duro e injusto que privilegiava só a quem queriam e para os outros sobrava apenas o assédio moral. Foi difícil levar isso com um mestrado muito puxado  junto, contudo apesar de adoecer, no final de 2009 terminei o mestrado e no início de 2010 esse trio gestor começava a mudar. Alívio.
Hoje paro, olho para trás e vejo que 16 anos já se passaram, mais uma década e terei tempo para me aposentar e não vejo um futuro promissor para a educação no Brasil, infelizmente.
Muitos querem nos comparar a países como a Finlândia, mas se esquecem que lá não há os problemas sociais que há aqui e que os dois países tem histórias bem diferentes.
O que falta no Brasil é, justamente, políticas sociais melhores, um Assistente Social na escolas para auxiliar nessa parte, famílias que planejem ter filhos e não apenas tenham por ter, uma consciência da importância do estudo para o futuro dos jovens, professores melhor formados, pois, achei quatro anos de Licenciatura muito pouco, o que se dirá de três que é o que a maioria das faculdades oferece?
É também é preciso que se entenda que educação vem de casa e que na escola se ensina a educação formal para a continuação dos estudos e o mercado de trabalho.
O professor da escola pública hoje está abandonado, simplesmente fecha-se a porta da sala de aula e ele que se vire lá dentro tendo que ser pai, mãe, médico, psicólogo, conselheiro e não tendo nenhum apoio. Parece que apenas o burocrático é o que importa, a papelada como se isso fosse tão importante...

O árduo caminho...

Depois que fui fazer substituições na Rede Estadual acabei quase não saindo mais, apenas alguns meses em 2002 para lecionar mais uma vez em escola de idioma e em 2014 para lecionar português para estrangeiros por outra escola de idioma, porém, eu ia atá a casa dos alunos e nessa mesma época trabalhei como pedagoga em uma ONG e dei aulas particulares de alemão.
Mesmo trabalhando no Estado fiz várias outros trabalhos paralelamente, dei aulas particulares de inglês e português, aula de português para estrangeiro em escola, reforço escolar em escola especializada, aula de inglês em Escola de Educação Infantil, apoio psicopedagógico em escola de reforço, apoio psicopedagógico domiciliar, aulas de inglês em escola de idioma.
Além disso, nunca parei de estudar, depois que terminei minha licenciatura em Letras pela UNESP, fiz uma especialização em Análise do Discurso, outra em Psicopedagogia e outra em Ensino de Língua Portuguesa pela UNICAMP. Além de cursos de extensão pela USP e pela UNICAMP, o mestrado em Linguística na USP e outras duas graduações, Pedagogia e Serviço Social. Além de um curso de férias na Inglaterra. Tudo isso para crescer profissionalmente e para entender muitas coisas que não entendia dentro de meu trabalho.
Via crianças no sexto ano que era semi-analfabetas, indisciplina e procurava respostas para tudo isso. Achei-as não só nos cursos voltados para a minha área de atuação (Letras e Educação), mas também, no Serviço Social. Depois que me tornei também uma Assistente Social muitas outras coisas fizeram sentido pra mim.

domingo, 13 de março de 2016

Como tudo começou...

Sempre fui apaixonada por literatura e por línguas. Língua portuguesa e inglês eram duas matérias as quais eu não precisava estudar na escola. Sempre amei escrever também. Assim, quando prestei vestibular, minha tendência foi para a área da linguagem, ou Fonoaudiologia, ou Letras ou Jornalismo. Acabei passando em Fonoaudiologia, mas quando soube que teria aulas de anatomia achei melhor mudar para Letras. E não me arrependo. Amei estudar quatro anos de teoria literária, literaturas portuguesa, inglesa, estadunidense e brasileira além de linguística e de aprofundar os conhecimentos na língua inglesa e aprender o funcionamento da língua alemã.

Fiz licenciatura e gostava também das matérias pedagógicas, gostava dos estágios, porém, nunca tinha realmente pensado em lecionar, em me formar e seguir a carreira de professora.


Antes de Letras fiz Técnico em Secretariado, então, quando terminei a faculdade mandei currículos para empresas e escolas. Acabei lecionando inglês em uma escola de idioma e de lá indo lecionar na rede pública estadual. E é aí que começa toda a minha história... 

sábado, 5 de março de 2016

Autoridade X Autoritarismo

É preciso ter autoridade em sala de aula, sem ser autoritário.
O aluno deve perceber que o professor está no controle, mas que ele, como aluno,
Também tem sua parte a fazer.
A sociedade é feita de regras de convivência que devem ser aplicadas e respeitadas
Para que não haja bagunça. E o mesmo deve haver em sala de aula, o aluno deve entender isso,  que as regras são para que todos aprendam melhor. Por exemplo, usar celular para jogos e Facebook fará com que o aluno apenas se distraia e ele deve entender isso. O celular pode ser sim útil como ferramenta de pesquisa.

Outra coisa é conversar com o aluno em particular, se a conversar com o professor não resolver o aluno deve ser encaminhado à direção que também tentará conversar com o aluno e até com os pais que são os principais responsáveis pela sua educação.