domingo, 27 de novembro de 2016

domingo, 6 de novembro de 2016

Tema atual

Ótimo tema para trabalhar dissertação/ argumentação em sala de aula, discutindo com os alunos, afinal é interesse também de muitos esse assunto:

http://kaprofissionaldeletras.blogspot.com.br/2016/11/o-direito-de-um-e-o-direito-do-outro.html

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Circuito de ideias




Com o texto circuito fechado é possível trabalhar muitas coisas interessantes, dentre elas, o substantivos. O texto é formado apenas por substantivos. É um texto narrativo, o que também pode ser trabalhado explorando narrador, personagens, tempo, espaço e enredo. E, por fim, o interessante é pedir ao alunos que reconstruam o texto usando outras classes gramaticais. Saem ideias maravilhosas. Espaços e personagens acabam sendo acrescentados pelos alunos, mas num enredo que não muda.




Circuito Fechado - Ricardo Ramos

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Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina,sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapo. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, telefone, agenda, copo com lápis, canetas, bloco de notas, espátula, pastas, caixas de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetor de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras. Cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, chinelos. Vaso, descarga, pia, água, escova, creme dental, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Matéria muito boa e verdadeira


Sociedade desvaloriza docência ao achar que todos podem lecionar

Patrícia Cristina Albieri de Almeida

Especial para o UOL

Todo dia 15 de outubro, comemora-se, em nosso país, o Dia dos Professores. Como docente, fico especialmente feliz por ser lembrada, nesta data, pelos meus alunos, ex-alunos, amigos e familiares. Mensagens de afeto e de estima deixam, sem dúvida, todo educador feliz.
Entretanto, além de mensagens de apoio e carinho, ouso dizer, em nome dos professores brasileiros, que desejamos ser reconhecidos, por todos os segmentos da sociedade, como profissionais do ensino.
Infelizmente, ainda hoje, a imagem da docência permanece no campo dos valores altruístas e da realização pessoal. O dom e a vocação, o amor pelas crianças, o amor pelo outro, o amor pela profissão e o amor pelo saber parecem sustentar a ideia que se tem sobre o ser professor. 
Por sua vez, esse entendimento socialmente construído e persistente traz implícito um equívoco: o de não reconhecer a existência de um conjunto de saberes indispensável ao trabalho docente que os outros –que não são professores– não dominam.
Entendo que o mais importante deles, e que se encontra unicamente no domínio dos professores, diz respeito ao saber fazer com que o conhecimento seja aprendido e apreendido pelo aluno por meio da ação docente. É o que a sociedade espera que ele faça.
Assim, neste 15 de outubro, a bandeira que eu levanto é a de combate à ideia de que "qualquer um pode ser professor". Infelizmente, o não reconhecimento de um conhecimento específico para o exercício da docência associado à precarização da profissão –que envolve condições conjunturais como salários, níveis de participação, carreira, condições de trabalho, formação, entre outros– vem contribuindo para que a docência se mostre menos motivadora do que outras opções profissionais, o que tem acarretado escassez de professores, especialmente em algumas áreas e segmentos de ensino.
Em pesquisa sobre a atratividade da carreira docente, desenvolvida pela Fundação Carlos Chagas sob a encomenda da Fundação Victor Civita, em 2009, uma aluna de uma escola pública de Feira de Santana (BA), preocupada com o futuro da profissão docente, argumenta: "hoje em dia, quase ninguém quer ser professor. Nossos pais não querem que nós sejamos professores, mas eles querem que existam bons professores. Mas, como é que vai existir bons professores se meu pai não quer, o dela não quer? Como é que vai ter professores? Aí fica difícil, não é?".
E fica mesmo! Cada um de nós é responsável pela construção de um referencial positivo do professor. A bandeira pelo reconhecimento profissional do ensino implica também no desenvolvimento de políticas públicas que tenham como prioridade a valorização do magistério, dos cursos de licenciatura e no reconhecimento do papel do ensino e da educação básica para o desenvolvimento do país, para a formação de uma cidadania ativa e para a construção de uma sociedade mais justa e mais humana.
Cada um dos mais de 2 milhões de professores brasileiros merece não só o nosso reconhecimento, como também o direito de ser de fato assistido em sua formação e em seu desenvolvimento profissional. Parabéns, professor! Parabéns, também, aos jovens que optaram pela docência como profissão!

http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2015/10/15/e-dificil-achar-bons-professores-mas-quase-ninguem-quer-lecionar.htm

domingo, 23 de outubro de 2016

Quem conta um conto...




Desde o sexto ano do Ensino Fundamental os alunos começam a ver sobre narrativas com pequenas fábulas até chegar às crônicas e contos. Na segunda série do Ensino Médio volta-se a esse assunto e depois de trabalhar contos interessantes com eles como de Machado de Assis e Charles Dickens é interessante fazê-los escrever seu próprio conto que pode ser feito individualmente ou em grupo. Sem um tema definido e sem um tipo definido, os alunos ficam livres a escrever o que quiserem dentro de terror, aventura, suspense, etc. e saem histórias muito boas.
Essa também é uma forma de conhecer mais sobre o universo do alunado. Uma experiência e tanto que pode, por que não, levar a um livro virtual ou a um blog de contos.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Compartilhando experiências



Trabalhar com seres humanos, principalmente adolescentes, muitas vezes é complicado, porém, por outro lado também tem suas compensações.

O incentivo às vezes é a melhor ferramenta que temos e gratificar aquele aluno que se destacou na sala pode ser um bom caminho para ele mesmo sentir que ele pode ser recompensado pelo estudo não só pela nota, mas também, por reconhecimento, que alguém está prestando atenção nele e querendo que ele vá bem.

Prestar atenção ao comportamento, aos estudos, à disciplina tudo isso é válido, não apenas o aprendizado.

Há aqueles alunos que vão bem o ano inteiro mesmo com os bagunceiros querendo atrapalhar, há aqueles que começam o ano mal e apenas uma conversa com eles e com os pais os fazem despertar e melhorar, e como melhoram.

Neste terceiro bimestre tive alunos dos dois tipos citados acima e resolvi recompensá-los com uma lembrança, algo que um adolescente gostaria de ganhar, um livro de quadrinhos, uma bonequinha em forma de chaveiro, pequeno kit para escola da Hello Kitty. Foram apenas no máximo 3 por sala e em 4 salas. O mais incrível foi ver os olhinhos brilharem, ganhar um abraço de agradecimento e ver a felicidade no rosto daqueles que resolveram melhorar e conseguiram se destacar. Não tem preço.

A própria escola pode dar esse incentivo como um lanche, por exemplo, aos alunos escolhidos em conselho de classe. E claro, como eu fiz, dar uma outra lembrancinha também pelo desempenho em minhas aulas.

Não mais falando sobre incentivos, contudo ainda sobre pontos positivos, outra coisa a ser ressaltada é a presença de pais na reunião de pais e mestres, pois, é pela família que conhecemos o nosso alunado e a parceria da família com a escola é a melhor coisa que pode haver, afinal, a educação vem de casa e o aprendizado formal vem da escola, a preparação para a continuação dos estudos e para o mercado de trabalho. E o aluno é um só, tanto na família como na escola.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Eleições e argumentação




O texto que se encontra em http://kaprofissionaldeletras.blogspot.com.br/2016/10/os-dois-lados-da-moeda.html é bem atual por se tratar de eleições e pode ser trabalhado principalmente com alunos do Ensino Médio, para que seja discutido, para que eles opinem e aprendam a cada vez mais argumentar e a construir textos argumentativos.
Além disso, o texto fala muito sobre cidadania, respeito e educação que fazem parte da formação de qualquer ser humano.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A lei da inclusão e a escola





A Educação Especial hoje não está mais nas mãos apenas de especialistas, isso porque hoje existe uma nova lei de inclusão e nas escolas é preciso haver salas de recurso com pedagogos especializados e intérpretes de Libras nas salas.

Os professores também devem ter um certo conhecimento para conseguirem trabalhar com esse tipo de aluno em sala de aula.
Agraduação já deveria ter isso em suas licenciaturas, mas infelizmente não tem.

Trabalhar com alunos com pequenas deficiências mentais de qualquer forma é simples, basta algumas coisas como: perceber se o barulho o afeta, se ele ficar agitado esperar que ele se acalme e então dar a atividade, dar algo mais simples que ele acompanhe, os colegas muitas vezes podem ajudá-lo e isso será bom para sua socialização.

Enfim, muitas vezes não há recursos e temos mesmo assim que enfrentar o problema sem causar exclusão, mas podemos faze-lo buscando coisas simples que não resolverão porém, ajudarão.


A internet também é uma grande aliada em pesquisas e grupos gratuitos quando a própria escolar, prefeitura ou governo estadual não oferecem esse tipo de coisa.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Texto de diário e reportagem




Trabalhar com reportagem no Ensino Médio e com página de diário no Ensino Fundamental II é bem interessante.

Para a reportagem podem ser usados jornais ou textos impressos de páginas de jornais da internet. O mais interessante é usar o assunto de uma reportagem para que os alunos criem as deles. Usei uma reportagem sobre a importância do estudo hoje, o quanto isso muda o salário e a facilidade de arrumar um emprego.

Assim, junto com a reportagem fiz os adolescentes refletirem sobre o assunto e escreverem suas próprias reportagens. Eles ainda podem fazer entrevistas, tirar fotos, fica muito legal.


Sobre a página de diário, como no oitavo ano já se começa a ver texto argumentativo já se tendo visto bastante o narrativo, a ideia foi criar uma página de diário contando qualquer fato (verdadeiro ou não), mas o importante era convencer o leitor que o fato era realmente verdade. Assim, os alunos puderam entender bem a diferença entre narrar e dissertar dentro de um mesmo texto e um texto simples como uma página de diário.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Para se pensar e transmitir aos jovens




É incrível como no Brasil política é igual a futebol, pura diversão, puro fanatismo. As pessoas parecem que não vem a política como um todo e sim como idolatria a uma única pessoa. Como se ela fosse governar sozinha... Como se toda a equipe que foi eleita com ela não contasse... Como se não houvesse interesses... A lei do coitadinho chega até ao mais alto cargo político do Brasil. Uma pessoa sozinha não governa uma nação. Ela tem aliados. É como uma grande empresa. Ninguém vota em santo ou em salvador da pátria. Não se pode se deixar levar pelo carisma de alguém. Na política há muito, mas caráter quase nenhum. Quem faz um país é um povo, se isso não fosse verdade, Berlim não seria o que é hoje, pois, depois da guerra quem a reconstruiu foi o povo, as mulheres do povo. Pode entrar e sair governo que o país não vai melhorar enquanto o povo não tiver educação, respeito às leis, ao que é dele mesmo e a ele mesmo sempre querendo dar um jeitinho. Enquanto o povo não se ver como um povo indígena, descendente de europeus e negros que deve ter igualdade entre si independente da cor da pele. Não adianta protestar, é preciso olhar ao redor e corrigir o que está errado. Esse é o mal do Brasil, esperar que a solução venha sempre só de cima.

Golpe não é porque uma presidente saiu, golpe o próprio povo dá nele mesmo desrespeitando leis ambientais, leis de trânsito, desrespeitando filas especiais para idosos e deficientes físicos. Golpe a sociedade há muito tempo dá no país. A educação que não vem de casa, o desrespeito a falta de moral. Sociedade hipócrita essa que não vê o mal que faz a si mesmo e apenas culpa a política, esquecendo que os políticos também fazem parte da sociedade. É hora de mudar a sociedade, a mentalidade brasileira para que se mude o país. Chega de dar golpe em si mesmo.


É interessante como as pessoas praticam vandalismo, jogam lixo na rua, desrespeitam leis de trânsito, desrespeitam idosos e deficientes... Na educação pública é possível ver o tanto de dinheiro que é desperdiçado com material didático por os próprios estudantes que o destroem. Além de pichar paredes e até colocarem fogo na cortina da sala. E também desperdiçarem comida fazendo guerra com ela. E a culpa é sempre só dos políticos. A impressão que se tem é que nesse país ninguém está nem aí pra nada. .Daí pessoas desse mesmo povo chegam à politica e claro, o que faziam como povo continuarão a fazer como políticos. Um pouco de educação e respeito faria esse país melhorar e muito! Só mudando a mentalidade de um povo é que mudamos um país. Exemplos? Japão, os países da Escandinávia...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Comprar comprar até o sol apagar


Existe uma música da banda Capital Inicial que se chama "Maria Antonieta Tropical" e trata do consumismo exagerado nos dias de hoje.

Além disso trata de fatos históricos, ou melhor, uma alusão a eles, a Maria Antonieta rainha da França que era como a moça da letra da música.

Assim, para trabalhar consumismo, história e dissertação com os alunos é interessante discutir a letra dessa música, perguntar o porquê de ser "Maria Antonieta Tropical",  porque a moça da música precisa saber da Maria Antonieta real, o porquê de ela pode se dar mal no final. Além de discutir o consumismo hoje, seus impactos, como isso se tornou uma doença, o fato de os brasileiros serem um dos maiores povos que consomem atualmente, de isso não estar ligado a mulheres ou homens e do impacto disso na personalidade, nos relacionamentos e na vida das pessoas.

Vale a pena trabalhar um tema tão atual com os alunos e abrir a mente deles para o perigo do consumismo.

A letras da música com comentários podem ser visto em: http://kaprofissionaldeletras.blogspot.com.br/2016/08/comprar-comprar-ate-o-sol-apagar.html

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A leitura de imagens e de mundo


É interessante em Língua Portuguesa também trabalhar com textos que não envolvam apenas a linguagem verbal. Usar imagens de quadros ou qualquer outro tipo de imagem e fazer o aluno interpretá-las é bem gostoso e ensina o aluno a interpretar o mundo e não apenas as palavras.

Com esse quadro acima de Salvador Dalí e outras imagens grandes meus alunos fizeram interpretações e fiquei surpresa com cada uma que saiu. Me lembro de um deles dizendo que esses relógios que aparecem no quadro lembravam para ele pedaços de carne. Para outro o fundo da pintura lembrava uma praia. É importante assim ver também a interpretação que cada um faz de uma imagem que reflete sua visão de mundo.

Pode-se ainda aproveitar e pedir para que os estudantes transformem o texto não verbal em texto verbal e daí mais uma vez nos surpreendemos muito com produções escritas muito boas, sejam artísticas ou não.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A olimpíada brasileira na visão dos estudantes - Mil opiniões



No Ensino Médio se trabalha muito argumentação, os textos argumentativos que caem tanto em vestibulares e outros tipos de prova. Além disso, um aluno que sabe argumentar é um aluno crítico que conhece tudo o que acontece no mundo e tem sua própria opinião sobre aquilo.

Discutir com os alunos o que eles acham da Olimpíada esse ano no Brasil é muito interessante. Uns dizem não gostar de esporte, outros dizem não ter a mínima paciência para assistir aos jogos. Porém, quando questionados sobre 40% dos investimentos nos jogos serem de ordem pública e, com isso, serem tirados de impostos que pagamos as opiniões mudam.

Muitos não acompanham os jornais e não sabem muito bem o que acontece no Brasil. Então começamos a mostrar a eles os problemas mostrados no Brasil pela TV e o que uma Olimpíada pode gerar de bom num país. E pedimos a eles que coloquem os prós e  os contras em uma balança e é justamente nesse momento que saem os melhores redações. Há aqueles, a grande maioria, que digam que é um dinheiro que não deveria ser investido nisso, que o país tem outras prioridades como saúde, educação e segurança e que isso não se trata apenas de Rio de Janeiro, mas do país todo. Por outro lado, há os que digam que uma Olimpíada é algo muito bom para o turismo, que conhecemos pessoas de todo o mundo, que gera emprego. E os que demonstram saber dos problemas brasileiros, mas, que temos que nos orgulharmos de sermos brasileiros e podermos mostrar ao mundo que somos.

Enfim, um tema atual discutido com os estudantes de Ensino Médio, mostrados fatos que acontecem, muitos textos bons saem e nos surpreendemos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Anúncios e argumentação



Fazer os estudantes entenderem o que é argumentação é às vezes complicado. Porém, se trouxermos algo mais concreto e do cotidiano deles tudo pode se tornar mais fácil. 

Um anúncio publicitário traz consigo argumentos para convencer um determinado público a comprar um produto ou serviço. E aí é que está a chave: argumentos também são usados, claro, em uma argumentação.

 Assim, o conceito de argumento pode tornar-se mais objetivo aos olhos dos alunos e, usando a imaginação e sem perceber, eles mesmos argumentarão sobre um produto inventado por eles mesmos. 

Foi justamente essa atividade proposta aqui, criar um produto e argumentar tão bem para convencer o leitor a comprar esse produto. E daí, surge de tudo, abridor de garrafa que só abre boas bebidas, tênis com asas e molas, árvore do dinheiro (compre as sementes), cola que passando na folha dá a resposta a uma questão... E por aí voa a imaginação dos adolescentes. Imaginação e ótimos argumentos a serem explorados com eles!

OBS- Essa atividade pode ser trabalhada juntamente com o professor de artes e não apenas de Língua Portuguesa. Os anúncios podem ser feitos em papel ou vídeo. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Voltando de férias...





Voltando de férias...
É incrível ver a animação dos adolescentes e agora no segundo semestre a preocupação em estudar mais, em passar de ano.
O bom de deixar uma reunião de pais para o segundo semestre é poder convocar os pais dos alunos com mais notas vermelhas e lhes dizer que agora é hora de ir pra frente ou largar de vez o barco e fazer a série ou ano todo novamente o ano que vem. É hora de conscientização.
Claro que, os bons devem ser sempre incentivados a continuarem assim e todos devem ser incentivados sempre a encontrar e alcançar seus objetivos na vida.
O professor não é apenas um mero transmissor de conhecimento, é um profissional formado para lhe dar com pessoas sejam crianças, jovens ou adultos. E quando lhe damos com pessoas acabamos por criar um vínculo com elas e elas percebem isso. Sim, o aluno sabe o professor que está lá tentando fazer um bom trabalho e aquele que não, aquele que está preocupado com a aprendizagem e aquele que não está.
Às vezes é difícil, mas conhecer a realidade do aluno e ter o apoio de um pedagogo especializado seja em psicopedagogia ou educação especial ajuda muito.
Nenhum trabalho é fácil, menos ainda o que envolve o ser humano... Por isso, é preciso gostar e aceitar desafios!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Prescrever como melhorar o mundo



No oitavo ano do Ensino Fundamental os alunos começam a aprender sobre textos prescritivos e textos injuntivos. Com isso, aprendem mais sobre o verbo no imperativo que é usado nesse tipo de texto.
Para que o aluno entenda na prática o que é isso, um bom exercício é fazê-lo escrever seu próprio texto prescritivo, mas, para sair da rotina que tal uma receita de como melhorar o mundo?

"Melhore o mundo"

Ingredientes:

1 xícara de terra
1 muda de árvore
1 xícara de água
1 colher de fertilizante

Modo de preparo:

Em um vaso misture o fertilizante e a terra. Misture bem. Coloque a muda dentro do vaso e acrescente água e é só esperar e você terá ajudado o mundo.

(Aluno do oitavo ano de uma escola pública de Campinas)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O verdadeiro fim da indisciplina





A indisciplina é muito mais que uma falta de pulso firme do professor, ou de um contrato pedagógico, uma discussão de regras. A família está primeiramente envolvida nesse processo, pois, ela é o principal espelho de crianças e adolescentes, é dela que vem o principal exemplo. Se um aluno fala palavrão na escola, é repreendido, os pais são chamados e chegam na escola falando palavrão, de nada vai adiantar repreender esse aluno na escola se os pais em casa falam palavrão. O mesmo se, por exemplo, um aluno é chamado por ter batido em outro e os pais, diante da professora falam pra ele que se ele apanhou tem de bater também. Ou pior, há pais que ainda ficam contra a escola e protegem seus filhos parecendo não enxergar os erros dos filhos.

Assim, fica complicado combater a indisciplina, os valores de escola e família tem de ser os mesmo, a escola é a transmissora de conhecimento que complementa a socialização das crianças e adolescentes para que saibam conviver mais tarde em uma faculdade e no mercado de trabalho. Mas, a moral quem ensina é a família.

Enquanto não houver famílias realmente responsáveis pela educação de seus filhos não haverá o fim da indisciplina e da violência.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Literatura é algo simples e gostoso...



Na primeira série do Ensino Médio os alunos começam a ver o que é literatura e a estuda-la. Iniciam pela literatura portuguesa até chegarem à literatura brasileira e entenderem o que as duas têm em comum.
Porém, entender Camões, Gil Vicente e outros não é fácil. Mas, pode ficar se o professor usar videos que, de uma forma simples e clara, mostram o que esses autores escreveram.
Há um tempo atrás, na TV Cultura, havia um programa chamado Tudo o que é Sólido Pode Derreter que contava a história de Thereza uma adolescente comum de São Paulo. Contudo, as histórias de Thereza estavam sempre ligadas aos livros de literatura clássica que ela estava lendo para a escola. E ela mesma vai comentando sobre o livro enquanto coisas parecidas acontecem em sua vida.
Com isso o professor pode trabalhar de forma fácil e gostosa os textos literários que são vistos não apenas na primeira série do Ensino Médio, e sim por, todo ele.
Abaixo o endereço do vídeo de O Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente:

https://www.youtube.com/watch?v=AKWobsJq5jo

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A visão da educação pelo aluno



Na Segunda série do Ensino Médio se trabalha romantismo e realismo. Uma ótima atividade é pedir para que os próprios alunos sejam poetas realistas ou românticos escrevendo críticas sociais ou poemas com sentimentalismo, intimistas.

O mais interessante é que muitos acabam por ir para o lado da crítica social e a gente acaba se surpreendendo com poemas como esse abaixo que mostra bem como o aluno está vendo a escola pública. Sim, o aluno que ainda quer aprender e não consegue graças a outros que só atrapalham por uma falta de educação que vem de casa. Fica a dica pra sociedade...

" Escolas"

95% de alunos
Vem pra bagunçar
O restante 5%
Tenta estudar.

Quem não quer nada com nada
Não devia aqui estar
Deveria dar a chance
Para quem quer a algum lugar chegar.

Quem não quer nada com nada
Deveria enxergar
A escola vai ajudar
O Futuro melhorar.

Quem quer tudo com tudo
Um dia vai chegar
O futuro melhorar
Sua família ajudar.

Quem vem pra estudar
Não tem nada a perder
Lá na frente com profissão
Uma vida boa irá ter.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Crítica social pelo olhar adolescente

Trabalhando músicas da banda Legião Urbana é possível trabalhar o senso crítico de alunos da primeira série do Ensino Médio. Músicas como "Índios" e "Ha tempos", por exemplo, fazem com que se criem questões sobre o mundo de hoje, sobre a indisciplina, o consumismo. E o resultado é surpreendente quando lemos textos dos próprios alunos falando sobre o egoismo humano, a futilidade, as verdadeiras amizades, o poder manipulador da mídia e a importância de ser feliz com quem somos, gostamos e temos.






domingo, 1 de maio de 2016

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Dicas de passeios culturais

Está indo de Taubaté a Ubatuba? Então, primeiro passando em Taubaté você tem que conhecer o Sitio do Pica-pau Amarelo, onde Monteiro Lobato morou até os 12 anos. Lá há as estátuas da turma do sítio e também os personagens em carne e osso, além de feirinha, teatro e a vida e história de Monteiro contada dentro do Museu que era a própria casa dele.

Descendo a Serra do Mar há São Luís do Paraitinga uma cidade de quase 250 anos com muita história a ser visitada e conhecida, além do mirante no topo da montanha onde vale a pena ver o pôr do sol.

Já em Ubatuba não deixe de visitar o Projeto Tamar onde é possível conhecer as tartarugas em seu habitat. Tartarugas marinhas, cágados, jabutis, tigres d'água... E aprender muito sobre esses seres!







segunda-feira, 11 de abril de 2016

A teoria na prática

Na primeira série do Ensino Médio trabalhamos Literatura Portuguesa, "Os Lusíadas" de Camões, o teatro de Gil Vicente. Então, por que não fazer histórias em quadrinhos da epopeia e encenar de um modo moderno "O auto da barca do inferno" comparando-o ao "Auto da compadecida" de Ariano Suassuna?

Na segunda série do Médio trabalhamos romantismos e por que não pegarmos temas das três gerações como os índios, amor não correspondido, morte e liberdade e escrever poemas assim?

Com certeza os alunos vão se mostrar ser bons cartunistas, teatrólogos e poetas! ;-)


quarta-feira, 30 de março de 2016

Oficinas de Língua Portuguesa: Conceitos aplicados

Oficinas de Língua Portuguesa: Conceitos aplicados: Ensinar a gramática pura sem que ela tem relação com o funcionamento da língua leva o aluno a entender menos ainda o porquê de ele ter que a...

quarta-feira, 16 de março de 2016

E hoje...

Fiquei de 2001 a 2005 fazendo substituições até que, finalmente houve um concurso, e em 2006 me efetivei. Fui trabalhar em uma cidade na grande São Paulo, a 100 Km de minha cidade no interior. Ia na Segunda à tarde e voltava na Sexta na hora do almoço. Morava em uma pensão, almoçava em restaurantes, praticamente pagava para trabalhar, porém, agora tinha um cargo, algo fixo. Nessa época descobri minhas varizes e uma gastrite, além de ter pego uma sinusite forte e não podido ir trabalhar numa semana por causa dos ataques do CPP em São Paulo.
No ano seguinte consegui minha remoção (transferência) e entrei no mestrado na USP. A escola para qual vim havia um trio gestor muito duro e injusto que privilegiava só a quem queriam e para os outros sobrava apenas o assédio moral. Foi difícil levar isso com um mestrado muito puxado  junto, contudo apesar de adoecer, no final de 2009 terminei o mestrado e no início de 2010 esse trio gestor começava a mudar. Alívio.
Hoje paro, olho para trás e vejo que 16 anos já se passaram, mais uma década e terei tempo para me aposentar e não vejo um futuro promissor para a educação no Brasil, infelizmente.
Muitos querem nos comparar a países como a Finlândia, mas se esquecem que lá não há os problemas sociais que há aqui e que os dois países tem histórias bem diferentes.
O que falta no Brasil é, justamente, políticas sociais melhores, um Assistente Social na escolas para auxiliar nessa parte, famílias que planejem ter filhos e não apenas tenham por ter, uma consciência da importância do estudo para o futuro dos jovens, professores melhor formados, pois, achei quatro anos de Licenciatura muito pouco, o que se dirá de três que é o que a maioria das faculdades oferece?
É também é preciso que se entenda que educação vem de casa e que na escola se ensina a educação formal para a continuação dos estudos e o mercado de trabalho.
O professor da escola pública hoje está abandonado, simplesmente fecha-se a porta da sala de aula e ele que se vire lá dentro tendo que ser pai, mãe, médico, psicólogo, conselheiro e não tendo nenhum apoio. Parece que apenas o burocrático é o que importa, a papelada como se isso fosse tão importante...

O árduo caminho...

Depois que fui fazer substituições na Rede Estadual acabei quase não saindo mais, apenas alguns meses em 2002 para lecionar mais uma vez em escola de idioma e em 2014 para lecionar português para estrangeiros por outra escola de idioma, porém, eu ia atá a casa dos alunos e nessa mesma época trabalhei como pedagoga em uma ONG e dei aulas particulares de alemão.
Mesmo trabalhando no Estado fiz várias outros trabalhos paralelamente, dei aulas particulares de inglês e português, aula de português para estrangeiro em escola, reforço escolar em escola especializada, aula de inglês em Escola de Educação Infantil, apoio psicopedagógico em escola de reforço, apoio psicopedagógico domiciliar, aulas de inglês em escola de idioma.
Além disso, nunca parei de estudar, depois que terminei minha licenciatura em Letras pela UNESP, fiz uma especialização em Análise do Discurso, outra em Psicopedagogia e outra em Ensino de Língua Portuguesa pela UNICAMP. Além de cursos de extensão pela USP e pela UNICAMP, o mestrado em Linguística na USP e outras duas graduações, Pedagogia e Serviço Social. Além de um curso de férias na Inglaterra. Tudo isso para crescer profissionalmente e para entender muitas coisas que não entendia dentro de meu trabalho.
Via crianças no sexto ano que era semi-analfabetas, indisciplina e procurava respostas para tudo isso. Achei-as não só nos cursos voltados para a minha área de atuação (Letras e Educação), mas também, no Serviço Social. Depois que me tornei também uma Assistente Social muitas outras coisas fizeram sentido pra mim.

domingo, 13 de março de 2016

Como tudo começou...

Sempre fui apaixonada por literatura e por línguas. Língua portuguesa e inglês eram duas matérias as quais eu não precisava estudar na escola. Sempre amei escrever também. Assim, quando prestei vestibular, minha tendência foi para a área da linguagem, ou Fonoaudiologia, ou Letras ou Jornalismo. Acabei passando em Fonoaudiologia, mas quando soube que teria aulas de anatomia achei melhor mudar para Letras. E não me arrependo. Amei estudar quatro anos de teoria literária, literaturas portuguesa, inglesa, estadunidense e brasileira além de linguística e de aprofundar os conhecimentos na língua inglesa e aprender o funcionamento da língua alemã.

Fiz licenciatura e gostava também das matérias pedagógicas, gostava dos estágios, porém, nunca tinha realmente pensado em lecionar, em me formar e seguir a carreira de professora.


Antes de Letras fiz Técnico em Secretariado, então, quando terminei a faculdade mandei currículos para empresas e escolas. Acabei lecionando inglês em uma escola de idioma e de lá indo lecionar na rede pública estadual. E é aí que começa toda a minha história... 

sábado, 5 de março de 2016

Autoridade X Autoritarismo

É preciso ter autoridade em sala de aula, sem ser autoritário.
O aluno deve perceber que o professor está no controle, mas que ele, como aluno,
Também tem sua parte a fazer.
A sociedade é feita de regras de convivência que devem ser aplicadas e respeitadas
Para que não haja bagunça. E o mesmo deve haver em sala de aula, o aluno deve entender isso,  que as regras são para que todos aprendam melhor. Por exemplo, usar celular para jogos e Facebook fará com que o aluno apenas se distraia e ele deve entender isso. O celular pode ser sim útil como ferramenta de pesquisa.

Outra coisa é conversar com o aluno em particular, se a conversar com o professor não resolver o aluno deve ser encaminhado à direção que também tentará conversar com o aluno e até com os pais que são os principais responsáveis pela sua educação.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A educação, o povo e o desperdício de dinheiro público

Muito se fala da corrupção no Brasil, mas o que ninguém lembra é que o político um dia fez parte do povo e se observarmos um pouco o povo nas ruas veremos a falta de consciência no trânsito, em vagas para idosos e deficientes, o vandalismo com o patrimônio público. Isso também é um tipo de corrupção. Tudo o que é público é de todos, todos pagaram com impostos, mas parece que isso não faz parte da mentalidade de grande parte do povo brasileiro.
Vemos nas escolas públicas a falta de educação de nossas crianças e adolescentes desde o simples tom de voz até o desrespeito com colegas, funcionários e docentes.
No Estado de São Paulo o material escolar é gratuito, distribuído a todos, contudo se vê muitos adolescentes, por nada, quebrando lápis e réguas dizendo que aquilo não é deles, é do governo. Ora aquilo foi pago com dinheiro público e então isso seria desperdício de dinheiro público, usar o dinheiro público para o que não interessa como fazem os corruptos. O mesmo acontece com pessoas que recebem o Bolsa Família e com ela acabam comprando coisas supérfluas como celulares e carros.
Indo ainda mais longe, é fácil  notar muitas leis sendo desrespeitadas em benefício próprio.
Obviamente que isso só vai mudar quando a mentalidade mudar, daí teremos pessoas sem índole de corruptas, de querer ganhar sempre chegando à política.
A educação de casa precisa mudar para que realmente tenhamos jovens de boa moral, que cheguem à escola para fazer o que realmente é importante fazer, que tenham vontade de estudar e mudar o país. Enquanto isso não acontece, o desperdício do dinheiro público continuará em todas as esferas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Língua Portuguesa e Ecologia

Minha literatura, minha arte: Poema: “Simplesmente Mãe Terra” Mãe Terra que nos dá O alimento que dela brota. Pelos ventos ela acaricia meu rosto, Pelo sol me aquec...

domingo, 10 de janeiro de 2016