quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A lei da inclusão e a escola





A Educação Especial hoje não está mais nas mãos apenas de especialistas, isso porque hoje existe uma nova lei de inclusão e nas escolas é preciso haver salas de recurso com pedagogos especializados e intérpretes de Libras nas salas.

Os professores também devem ter um certo conhecimento para conseguirem trabalhar com esse tipo de aluno em sala de aula.
Agraduação já deveria ter isso em suas licenciaturas, mas infelizmente não tem.

Trabalhar com alunos com pequenas deficiências mentais de qualquer forma é simples, basta algumas coisas como: perceber se o barulho o afeta, se ele ficar agitado esperar que ele se acalme e então dar a atividade, dar algo mais simples que ele acompanhe, os colegas muitas vezes podem ajudá-lo e isso será bom para sua socialização.

Enfim, muitas vezes não há recursos e temos mesmo assim que enfrentar o problema sem causar exclusão, mas podemos faze-lo buscando coisas simples que não resolverão porém, ajudarão.


A internet também é uma grande aliada em pesquisas e grupos gratuitos quando a própria escolar, prefeitura ou governo estadual não oferecem esse tipo de coisa.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Texto de diário e reportagem




Trabalhar com reportagem no Ensino Médio e com página de diário no Ensino Fundamental II é bem interessante.

Para a reportagem podem ser usados jornais ou textos impressos de páginas de jornais da internet. O mais interessante é usar o assunto de uma reportagem para que os alunos criem as deles. Usei uma reportagem sobre a importância do estudo hoje, o quanto isso muda o salário e a facilidade de arrumar um emprego.

Assim, junto com a reportagem fiz os adolescentes refletirem sobre o assunto e escreverem suas próprias reportagens. Eles ainda podem fazer entrevistas, tirar fotos, fica muito legal.


Sobre a página de diário, como no oitavo ano já se começa a ver texto argumentativo já se tendo visto bastante o narrativo, a ideia foi criar uma página de diário contando qualquer fato (verdadeiro ou não), mas o importante era convencer o leitor que o fato era realmente verdade. Assim, os alunos puderam entender bem a diferença entre narrar e dissertar dentro de um mesmo texto e um texto simples como uma página de diário.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Para se pensar e transmitir aos jovens




É incrível como no Brasil política é igual a futebol, pura diversão, puro fanatismo. As pessoas parecem que não vem a política como um todo e sim como idolatria a uma única pessoa. Como se ela fosse governar sozinha... Como se toda a equipe que foi eleita com ela não contasse... Como se não houvesse interesses... A lei do coitadinho chega até ao mais alto cargo político do Brasil. Uma pessoa sozinha não governa uma nação. Ela tem aliados. É como uma grande empresa. Ninguém vota em santo ou em salvador da pátria. Não se pode se deixar levar pelo carisma de alguém. Na política há muito, mas caráter quase nenhum. Quem faz um país é um povo, se isso não fosse verdade, Berlim não seria o que é hoje, pois, depois da guerra quem a reconstruiu foi o povo, as mulheres do povo. Pode entrar e sair governo que o país não vai melhorar enquanto o povo não tiver educação, respeito às leis, ao que é dele mesmo e a ele mesmo sempre querendo dar um jeitinho. Enquanto o povo não se ver como um povo indígena, descendente de europeus e negros que deve ter igualdade entre si independente da cor da pele. Não adianta protestar, é preciso olhar ao redor e corrigir o que está errado. Esse é o mal do Brasil, esperar que a solução venha sempre só de cima.

Golpe não é porque uma presidente saiu, golpe o próprio povo dá nele mesmo desrespeitando leis ambientais, leis de trânsito, desrespeitando filas especiais para idosos e deficientes físicos. Golpe a sociedade há muito tempo dá no país. A educação que não vem de casa, o desrespeito a falta de moral. Sociedade hipócrita essa que não vê o mal que faz a si mesmo e apenas culpa a política, esquecendo que os políticos também fazem parte da sociedade. É hora de mudar a sociedade, a mentalidade brasileira para que se mude o país. Chega de dar golpe em si mesmo.


É interessante como as pessoas praticam vandalismo, jogam lixo na rua, desrespeitam leis de trânsito, desrespeitam idosos e deficientes... Na educação pública é possível ver o tanto de dinheiro que é desperdiçado com material didático por os próprios estudantes que o destroem. Além de pichar paredes e até colocarem fogo na cortina da sala. E também desperdiçarem comida fazendo guerra com ela. E a culpa é sempre só dos políticos. A impressão que se tem é que nesse país ninguém está nem aí pra nada. .Daí pessoas desse mesmo povo chegam à politica e claro, o que faziam como povo continuarão a fazer como políticos. Um pouco de educação e respeito faria esse país melhorar e muito! Só mudando a mentalidade de um povo é que mudamos um país. Exemplos? Japão, os países da Escandinávia...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Comprar comprar até o sol apagar


Existe uma música da banda Capital Inicial que se chama "Maria Antonieta Tropical" e trata do consumismo exagerado nos dias de hoje.

Além disso trata de fatos históricos, ou melhor, uma alusão a eles, a Maria Antonieta rainha da França que era como a moça da letra da música.

Assim, para trabalhar consumismo, história e dissertação com os alunos é interessante discutir a letra dessa música, perguntar o porquê de ser "Maria Antonieta Tropical",  porque a moça da música precisa saber da Maria Antonieta real, o porquê de ela pode se dar mal no final. Além de discutir o consumismo hoje, seus impactos, como isso se tornou uma doença, o fato de os brasileiros serem um dos maiores povos que consomem atualmente, de isso não estar ligado a mulheres ou homens e do impacto disso na personalidade, nos relacionamentos e na vida das pessoas.

Vale a pena trabalhar um tema tão atual com os alunos e abrir a mente deles para o perigo do consumismo.

A letras da música com comentários podem ser visto em: http://kaprofissionaldeletras.blogspot.com.br/2016/08/comprar-comprar-ate-o-sol-apagar.html

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A leitura de imagens e de mundo


É interessante em Língua Portuguesa também trabalhar com textos que não envolvam apenas a linguagem verbal. Usar imagens de quadros ou qualquer outro tipo de imagem e fazer o aluno interpretá-las é bem gostoso e ensina o aluno a interpretar o mundo e não apenas as palavras.

Com esse quadro acima de Salvador Dalí e outras imagens grandes meus alunos fizeram interpretações e fiquei surpresa com cada uma que saiu. Me lembro de um deles dizendo que esses relógios que aparecem no quadro lembravam para ele pedaços de carne. Para outro o fundo da pintura lembrava uma praia. É importante assim ver também a interpretação que cada um faz de uma imagem que reflete sua visão de mundo.

Pode-se ainda aproveitar e pedir para que os estudantes transformem o texto não verbal em texto verbal e daí mais uma vez nos surpreendemos muito com produções escritas muito boas, sejam artísticas ou não.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A olimpíada brasileira na visão dos estudantes - Mil opiniões



No Ensino Médio se trabalha muito argumentação, os textos argumentativos que caem tanto em vestibulares e outros tipos de prova. Além disso, um aluno que sabe argumentar é um aluno crítico que conhece tudo o que acontece no mundo e tem sua própria opinião sobre aquilo.

Discutir com os alunos o que eles acham da Olimpíada esse ano no Brasil é muito interessante. Uns dizem não gostar de esporte, outros dizem não ter a mínima paciência para assistir aos jogos. Porém, quando questionados sobre 40% dos investimentos nos jogos serem de ordem pública e, com isso, serem tirados de impostos que pagamos as opiniões mudam.

Muitos não acompanham os jornais e não sabem muito bem o que acontece no Brasil. Então começamos a mostrar a eles os problemas mostrados no Brasil pela TV e o que uma Olimpíada pode gerar de bom num país. E pedimos a eles que coloquem os prós e  os contras em uma balança e é justamente nesse momento que saem os melhores redações. Há aqueles, a grande maioria, que digam que é um dinheiro que não deveria ser investido nisso, que o país tem outras prioridades como saúde, educação e segurança e que isso não se trata apenas de Rio de Janeiro, mas do país todo. Por outro lado, há os que digam que uma Olimpíada é algo muito bom para o turismo, que conhecemos pessoas de todo o mundo, que gera emprego. E os que demonstram saber dos problemas brasileiros, mas, que temos que nos orgulharmos de sermos brasileiros e podermos mostrar ao mundo que somos.

Enfim, um tema atual discutido com os estudantes de Ensino Médio, mostrados fatos que acontecem, muitos textos bons saem e nos surpreendemos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Anúncios e argumentação



Fazer os estudantes entenderem o que é argumentação é às vezes complicado. Porém, se trouxermos algo mais concreto e do cotidiano deles tudo pode se tornar mais fácil. 

Um anúncio publicitário traz consigo argumentos para convencer um determinado público a comprar um produto ou serviço. E aí é que está a chave: argumentos também são usados, claro, em uma argumentação.

 Assim, o conceito de argumento pode tornar-se mais objetivo aos olhos dos alunos e, usando a imaginação e sem perceber, eles mesmos argumentarão sobre um produto inventado por eles mesmos. 

Foi justamente essa atividade proposta aqui, criar um produto e argumentar tão bem para convencer o leitor a comprar esse produto. E daí, surge de tudo, abridor de garrafa que só abre boas bebidas, tênis com asas e molas, árvore do dinheiro (compre as sementes), cola que passando na folha dá a resposta a uma questão... E por aí voa a imaginação dos adolescentes. Imaginação e ótimos argumentos a serem explorados com eles!

OBS- Essa atividade pode ser trabalhada juntamente com o professor de artes e não apenas de Língua Portuguesa. Os anúncios podem ser feitos em papel ou vídeo.